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NO ALVO • ON THE MARK

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125ª Produção

FICHA ARTÍSTICA | CAST AND CREW

autor | author Thomas Bernhard

tradução | translation Anabela Mendes

dramaturgia e encenação | dramaturgy and direction Rui Madeira

elenco | cast Eduarda Pinto, Frederico Bustorff, Sílvia Brito, Solange Sá

cenografia | sets Alberto Péssimo, Jorge Gonçalves

figurinos | costume designer Manuela Bronze

desenho de luz | Nilton Teixeira

criação vídeo | video design Frederico Bustorff

criação sonora | sound design Pedro Pinto

fotografia e design gráfico | photography and graphic design Paulo Nogueira

SINOPSE

O que está em causa é o próprio teatro. A sala, os artistas e o público. É o palco/casa dos actores/personagens que se desnudam e exibem a sua própria solidão. São personagens asfixiados por ideias de cidade a investirem no abandono. O desamor como estratégia de analisar o mundo. As personagens Mãe, Filha, Escritor dramático, Criada, não estão apenas sós uns com os outros, exibem também os mecanismos dos cérebros. Num crepuscular quadro familiar emerge a figura da mãe que faz o caminho da vida procurando a morte. A sua e a dos outros da família, ela que só queria ver o mar e perceber a maré cheia e maré vaza. Ela que detestou tanto o marido como adorava ouvi-lo dizer a despropósito tudo está bem como acaba em bem. Ele que pronunciava como ninguém a palavra fábrica e que com ela teve um filho que ele fez e que era só simplesmente horrível, nasceu velho e morreu ainda bem novo no berço donde nunca saiu. O aleijado. Desembrulhou-o morto, tão lindo que era, não suportaria ser conspurcado pela imundície das outras pessoas. Sim a imundície prolifera em tudo, no teatro, nos operários, na fábrica…

Rui Madeira

What is at stake is the theater itself. The room, the artists and the audience. It is the stage/house of the actors/characters who undress themselves and display their own loneliness. They are characters smothered by ideas of cities investing in abandonment. The disaffection as a strategy to analyze the world. The characters Mother, Daughter, dramatic Writer, Maid, are not only alone with each other, they also show the brain mechanisms. In a twilight familiar picture, the figure of the mother emerges, making the path of the life seeking death. Her death and the death of other family members. She, who just wanted to see the ocean and understand the high tide and the low tide. She, who simultaneously hated her husband deeply and loved to hear him saying, reasonless, all is well as it ends well. He, who pronounced like no one the word factory and had a son who was simply horrible, was born old and died still very young in the cradle from where he never left. The crippled one. He was unwrapped dead, as beautiful as he was, he wouldn’t dare to be polluted by other people’s filth. Yes the filth proliferates everywhere, in the theatre, in the blue collars, in the factory…

Rui Madeira

Estreia 9 de Abril de 2015 | Premiere April 9, 2015