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CONVERSA COM O HOMEM ROUPEIRO • CONVERSATION WITH A CUPBOARD MAN

CCHR_Rui Madeira e André Laires_foto de Paulo Nogueira
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118ª Produção

FICHA ARTÍSTICA | CAST AND CREW

autor | author Ian McEwan

adaptação | adaptation Luísa Santos Costa

elenco | cast André Laires, Rui Madeira

instalação teatral | theatrical installation pintor Alberto Péssimo, Rui Madeira

figurinos | costume design Sílvia Alves

desenho de luz | light design Fred Rompante

criação sonora | sound design Pedro Pinto

design gráfico | graphic design Carlos Sampaio

fotografia | photography Paulo Nogueira

M/16 | 16 years and up

SINOPSE

Em Conversa com o Homem Roupeiro estamos quase no fim ou no fim mesmo do caminho. A disponibilidade para a Luta já terminou. A conversa inicia-se depois da batalha perdida com o personagem assumidamente derrotado. Exausto. Já não come, não se veste, não paga a renda, não ousa sair… bate punhetas. É um número. Cabe num qualquer ficheiro, em qualquer armário. Está disponível para se entregar e ser manipulado. A quem e por quem? Ao e pelo Estado, claro!

Através dum humor requintadamente negro, McEwan instala o personagem numa perspectiva paradigmática e perversa. A máxima responsabilização do Estado no momento exacto em que esse mesmo Estado se demite das suas funções perante o cidadão. O personagem/cidadão diz: estou aqui, fiz tudo o que estava humanamente ao meu alcance para ser normal. Acreditei no vosso discurso.Não funcionou. Ok! Eu já não aguento mais. Agora a responsabilidade é totalmente vossa. Estou consciente e disponível. Matem-me! Não preciso da vossa liberdade, não me governo com ela, “na verdade, lembro-me agora de por vezes ter desejado menos liberdade. A liberdade condicional não me paga a comida e a renda. Quero ser pequeno, não quero este barulho e estas pessoas à minha volta. Quero estar longe disso tudo, no escuro”. Esqueçam-se de mim.

Rui Madeira

In Conversation with a Cupboard Man we are at the end or near the end of the road. The availability for the Fight has ended. The conversation starts after the last battle with the admittedly defeated and exhausted character. He no longer eats, he no longer dresses, he no longer pays the rent, he doesn’t dare to leave… he whacks off. He is a number. He fits into any file, into any cupboard. He is available to submit himself and to be manipulated. To whom or by whom? To and by the Government, obviously!

Throughout an exquisite dark humor, McEwan settles the character in a paradigmatic and perverse perspective. The Government’s maximum responsibility at the exact moment in which the same Government resigns from his duties towards the citizen. The character/citizen says: I’m here, I did everything that was humanly in my power to be normal. I believed in your speech. It did not work. Ok! I can’t take it anymore! Now the responsibility is totally yours. I am conscious and available. Kill me! I do not need your freedom, I do not rule myself with it, “in fact, I remember now that sometimes I have wished less freedom. The conditional freedom does not pay my food nor does it pay my rent. I want to be small, I don’t want this noise and these people around me. I want to be away from all that, in the dark”. Forget about me.

Rui Madeira

Antestreia 2 de março de 2013 – Almada, Portugal , Teatro Municipal Joaquim Benite| Presentation prior to premiere – March 2, 2013 – Almada, Portugal , Teatro Municipal Joaquim Benite

Estreia2 de abril de 2013 – Braga, Portugal , Theatro Circo | Premiere – April 2, 2013 – Braga, Portugal , Theatro Circo