close

A ARTE DO FUTURO / ÚLTIMO ACTO • ART OF THE FUTURE/LAST ACT

ARTE DO FUTURO _ULTIMO ACTO III
ARTE DO FUTURO _ULTIMO ACTO V
ARTE DO FUTURO _ULTIMO ACTO VI
ARTE DO FUTURO _ULTIMO ACTO I
ARTE DO FUTURO _ULTIMO ACTO II
ARTE DO FUTURO _ULTIMO ACTO IV
ARTE DO FUTURO _ULTIMO ACTO
ARTE DO FUTURO _ULTIMO ACTO VII

111ª Produção

FICHA ARTÍSTICA | CAST AND CREW

autores | authors Alexej Schipenko, Anna Langhoff

tradução | translation Helena Guimarães, Regina Guimarães

encenação | directed by Alexej Schipenko, Anna Langhoff, Rui Madeira

elenco | cast Frederico Bustorff Madeira, Rogério Boane, Solange Sá, Waldemar Sousa, Vicente Magalhães

assistentes |assistants André Laires, Carlos Feio

design de luz | light design Fred Rompante

design de som | sound design Luís Lopes

design gráfico |graphic design Carlos Sampaio

fotografia | photography Paulo Nogueira

criação vídeo | video design Frederico Bustorff Madeira

M/16 | 16 years and up

SINOPSE

Inicialmente criado em 2006, com encenação de Anna Langhoff, decidimos repegar agora nestes textos e “reconstruir um outro espectáculo” a partir das ruínas daquele outro. Necessariamente diferente, porque assenta noutras “linhas de partida”, e noutro “momento político”. O que também condicionou esta escolha. Mantemos e aprofundamos a “discussão” por dentro do teatro, da estrutura teatral, nas suas relações internas de poder e na sua constante busca de novos sinais, de outras imagéticas, de novas formas… nessa incessante caminhada da criação artística, para o futuro, para A Arte do Futuro. Continuamos a querer implicar o público nisto. Exigindo dele. Colocando-o como actor da história, como actor cidadão comprometido com o mundo. Não tem safa. Se morrermos nós (os artistas), vocês (o público) também não se salvam. O Mundo morrerá mais um bocado. O Caos instala-se a partir da Morte da Arte.
Voltamos a mexer nestas ruínas, para reganharmos forças para o Combate que se aproxima. Por dentro e por fora do Teatro. Com este trabalho, é melhor chamar-lhe assim, damos continuidade ao que começámos a desenvolver com Concerto “à la Carte”.
O não teatro. A exploração da noção de tempo teatral. A aproximação à vida e ao confronto com o público numa perspectiva de o desinstalar da comodidade com que se senta nestas novas plateias… Se a Vida está difícil a vida teatral está cada vez mais dramática.
E todos nós (actores e públicos) teremos de perceber o que nos está a acontecer, sob pena de sermos espectadores da nossa própria morte.

Rui Madeira

We decided to re-use now these texts, initially created in 2006 and directed by Anna Langhoff, and re-build a whole new show from the previous’ ruins. Obviously, it is necessarily different since it has different “starting points” and “political background”. Obviously, it is the result of a conditioned choice – we keep an deepen the “discussion” within the theatre, the theatrical structure, the internal power related relations and the never ending search of new signs/signals, new images, new forms… in a ceaseless journey of artistic creation towards the future, towards the Art of the Future.
We still want to implicate the audience in all of this. We want to demand such implication from them: to place them as actors in the Story, as citizen actors committed to the world. They can’t escape. If we die (the artists) you (the audience) have no salvation. The World will die a little more. The Chaos will install itself from Art’s Death.
We will stir these ruins again so we can regain strength for the closing Battle. Inside the Theatre and outside the Theatre. With this job (let’s call it this way) we continue what Concert “à la Carte” allowed us to start: the non-Theatre; the idea of theatrical time; the approach to life; and the confrontation with people in order to uninstall them from the comfort with which they seat themselves in these new audiences.
If life is hard, theatrical Life is evermore dramatical; and all of us (actors and audiences) will have to realise what is happening to us, under the penalty of being spectators of our own death.

Rui Madeira